FÁBULA DA JANELA DA ENFERMARIA!

17-01-2013 23:50

 

Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital.

O cômodo era bem pequeno e nele havia uma janela que dava para o lado de fora. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões).

Sua cama ficava perto desta janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, passava o tempo descrevendo o que via lá fora para o amigo do outro leito.

Ele dizia que a janela dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem deitado ouvia-o  descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão.

As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora... Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento inferior: ...Por que o homem que ficava perto da janela podia ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo e ele não? ...Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, e sentiu inveja do amigo. Mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa para estar no lugar daquele amigo!

Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover, e não pediu ajuda.

Mesmo quando o som de respiração do amigo parou. De manha, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela.

Então o colocaram lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela.

Viu apenas um muro, e nada mais...

Moral da história: - E a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.

Que outra moral você daria a esta História?

(ad) readaptação do texto Ely Pomin

DE A SUA OPINIÃO

Moral da fábula

Data: 20-01-2013 | De: Natasha

Sob meu ponto de vista, esta fábula nos proporciona mais de um aprendizado. Primeiramente, deve ser posto em foco a situação em que ambos se encontravam, pois esta se mostrava desfavorável aos dois, visto que apresentavam diagnósticos preocupantes. Considerando isto, podemos analisar que o que homem com a cama próxima da janela observava não era apenas algo fictício inventado para passar o tempo, mas sim uma maneira de ver e sentir a vida e representar o que ele esperava encontrar quando estivesse bom, logo, esta seria a moral que encontraríamos: "Independentemente das circunstâncias em que nos encontramos, a maneira como tais são interpretadas e analisadas serão sempre mais significativas do que todo o restante". Vendo por outro lado, podemos formular outra moral baseada na ação egoísta do suposto amigo ao lado de nosso criativo observador; esta nos faz analisar as inaceitáveis ações humanas movidas pela inveja e suas consequências muitas vezes irreversíveis. O Homem movido pela inveja e a auto-piedade deixou que seu companheiro de quarto morresse simplesmente porque pensou que sua situação pudesse melhorar ocupando o lugar do outro, o que, em circunstâncias normais, jamais ocorreria; depois de ter seu desejo sanado, percebeu o quanto sua ação fora inútil. Considerando tal situação, podemos extrair a seguinte lição: "Jamais deixe que a inveja seja seu ponto de partida para a sanação de qualquer desejo, pois esta é enganadora em toda a sua extensão e o que aparenta ser nunca corresponde ao que verdadeiramente é."

PARA BERTA

Data: 18-01-2013 | De: ELY

QUE LINDO AMIGA BERTA! PARABÉNS! ADOREI SUA OBSERVAÇÃO SOBRE OUTRA MORAL PARA HISTORIA ACIMA, PERFEITO! PERFEITO! PARABÉNS E MUITO OBRIGADA POR ENRIQUECER NOSSAS PÁGINAS COM SEUS SÁBIOS COMENTÁRIOS. BEIJOS ILUMINADA AMIGA
ELY

Fábula:Da Janela da Enfermaria

Data: 18-01-2013 | De: Berta Martins

Embora,o que partiu,usasse a fantasia,para descrever ao "amigo" um cenário completamente irreal do espaço exterior,fê-lo,penso eu,na melhor das intenções...O outro,construindo pensamentos menos dignos,consegue os seus intentos...só que, depois teve a desilusão ao ver a realidade lá fora...
Outra moral para esta história...poder-se-á dizer,que:"A inveja corrói a alma, não percas o teu tempo com pessoas invejosas"por isso,ele não pude disfrutar mais da companhia do outro ,que embora,irrealisticamente,lhe proporcionava momentos de algum conforto espiritual.Nos momentos de sofrimento,devemos ter a delicadeza e gentileza de sabermos atender e falar com as pessoas que sofrem,estas por sua vez,em pleno uso das suas faculdades mentais,devem ser gratas pela dedicação e carinho,que lhes são dedicados.Ora,nesta fábula, um está dispensando nas imagens que "criou",um certo conforto estimulante,digamos assim,o outro não soube reconhecer,não foi grato."A ingratidão faz o ser infeliz".Eis o que se me oferece,neste momento,dizer acerca dessa história.Bjs para a amiga iluminada. Berta

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